sexta-feira, 12 de junho de 2015

Desativação do Blog

Oi pessoal,

Vim aqui pra contar uma notícia boa e outra ruim.

Vou contar a ruim primeiro. O blog vai ser desativado. Sim, DE-SA-TI-VA-DO! Dia 01 de Julho ele não estará mais acessível. Affe...muito triste! Estava acostumada com a carinha do meu blog, o manuseio simples, a interação com minha conta do Google. :( Fiquei sabendo há pouco tempo. Tô igual a mulher traída...a última a saber. Fui correr no Google pra saber se a notícia era verídica e infelizmente sim. Está em todas as mídias confiáveis de notícia. Parece inacreditável que isso vai acontecer, porque não rolou nem uma notificação via e-mail ou por aqui mesmo. Na dúvida, achei melhor tomar minhas providências.

Como meu blog é de extrema utilidade pública não poderia deixar toda informação aqui contida ir embora. Informações essas que levei tanto tempo para coletar e escrever. Sei que já ajudou muita gente e quero que continue ajudando quantas gerações forem necessárias. Não apenas isso. É um diário de todo meu processo cirúrgico que não quero perder. Significa muito para mim. 

A notícia boa é que eu tratei de exportar meu blog para o Wordpress, que já se encontra online. Se acharem uma ortognaticabel.wordpress.com no Google não é impostora, tá bem galera. Sou EU! Mas ainda não tive tempo de organizar e deixá-lo com uma carinha bonita. Sei que estão acostumados com essa, mas é que nem a ortognática, né? Você viu a sua vida inteira uma cara e depois vai ter que se acostumar com outra (risos). Mas prometo que vou dar uma arrumada lá. O importante é salvar as fotos e as informações aqui contidas.

Como tudo na vida, temos que nos adaptar as mudanças.

Espero que dê tempo de todos que acessam saber. Quem puder, ajude compartilhando. Obrigada!

Podem continuar acessando por aqui.
Depois, nos vemos lá!

;)


domingo, 12 de abril de 2015

Inscrições abertas para tratamento ortodôntico associado à cirurgia.

Aí galera do Butantã - SP. Que ótima notícia...essa é fresquinha!

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Inscrições abertas para triagem de pacientes, a partir de 16 anos, para tratamento ortodôntico associado à cirurgia ortognática.

A Disciplina de Ortodontia do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria, está com inscrições abertas para triagem de pacientes a partir de 16 anos, que necessitam de tratamento ortodôntico associado à cirurgia ortognática. O paciente deve ser morador da região do Butantã, aluno ou funcionário USP ou dependente de aluno ou funcionário USP.

Para agendar a triagem favor entrar em contato no telefone: (11)3091.7812 ou por e-mail eedina@usp.br – Secretaria de Ortodontia.

Fonte: Faculdade de Odontologia | Universidade de São Paulo
Data: 08/04/2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

300 mil visitas e os principais receios.



Quando o blog atingiu as 200 mil visualizações contei as principais motivações para escrever minha experiência. No dia 11/03/2015 completei 5 anos desde a cirurgia e hoje, alcançando a marca dos 300 mil, vou contar sobre os inúmeros receios que pipocam na cabeça dos pacientes. A lista foi criada com base nas perguntas mais frequentes que recebo por e-mail.

1. Receio da cirurgia e anestesia.

Não tive medo de fazer a cirurgia. E olha que cirurgia era algo que me botava realmente medo, principalmente pela questão da anestesia. Eu não imaginava passar por uma cirurgia tão cedo, principalmente desse porte. Mas quando vi que precisava fazer e o momento tinha chegado, o medo simplesmente se esvaiu. Acredito que não passei por esse receio porque além de ser algo que eu almejava muito, eu confiei plenamente no meu cirurgião que foi muito bem recomendado pelo meu dentista e, na sua equipe. Essa era a segurança de que precisava para ficar tranquila. Não tive efeitos colaterais da anestesia. A primeira coisa que senti logo que acordei da cirurgia foi muita, mas muuuuuuita dor de garganta. Umas pastilhas resolveram quase que instantaneamente.

Uma coisa eu posso dizer que senti: muita ansiedade pra chegar o dia da cirurgia. Mas meu nível de ansiedade não chegava a tirar meu sono. Se você chegar nesse nível de incômodo veja com seu cirurgião a possibilidade dele te receitar uns calmantes. E no dia da cirurgia pergunte a seu anestesista se ele pode te dar algo para relaxar. A minha anestesista me ofereceu um remedinho que me deu um soninho bem gostoso. Lembro vagamente de como fui parar na mesa do centro cirúrgico.

2. Receio do rosto mudar.

Algumas pessoas me procuram com medo de não se parecer mais como era. Nesse ponto minha cabeça funcionou completamente diferente, pois a coisa que mais queria era justamente ficar diferente do que eu era. Como eu não gostava do meu rosto antigo, a adaptação pro novo não foi nenhum problema. Só o período de transformação que é chato porque o rosto fica feio e inchado. Você já não tem mais o seu rosto antigo, mas ainda não tem o novo. 

Depois de passado o período da transformação - quando atingi a nova fisionomia - percebi distintas reações das pessoas próximas. Normalmente as pessoas da minha convivência diária (tipo, meus pais) não perceberam tanto a diferença. Dos amigos as reações foram as mais diversas. Tinha desde os amigos que notavam pouca mudança até os que achavam que fiquei outra pessoa. Outros conhecidos, geralmente os que ficaram muito tempo sem me ver, simplesmente quando passavam por mim na rua me olhavam sem ter certeza de quem eu era. E quando me reconheciam diziam estar bem diferente. E as pessoas que conheci depois que fiz a cirurgia certamente não sabiam como eu era. Mas quando mostro as fotos antigas se surpreendem dizendo que sou uma pessoa completamente diferente. Acho muito cômico esses distintos comportamentos. Mas de uma maneira geral, tirando uma média, as pessoas notaram bastante a transformação e acharam positiva.

3. Receio com relação a dificuldade de respirar e alimentar.

Isso foi algo que tive um pouco de receio sim. Na verdade esse receio veio logo depois que fiz a cirurgia, porque não sabia que o nariz ficava entupido de sangue. Quando meu nariz entupiu e a boca ficou sem muita abertura me bateu aquela sensação de sufoco. Não que eu estivesse sufocada, gente! Não criemos pânico! Se entra comida, entra ar! hahaha. Fiquem tranquilos. O nervosismo deixa a gente assim. É como se fosse a mesma sensação que um claustrofóbico tem quando fica num ambiente fechado mesmo sabendo que ainda tem muito ar para respirar. Quando batia essa sensação parecida com falta de ar, eu fechava os olhos, me acalmava e respirava fundo. Totalmente psicológico.

Pra se alimentar é a mesma coisa que você faz quando está com gripe. A gente não come de boca aberta quando gripado? Sim, porque estamos nos alimentando e respirando pelo mesmo lugar. Assim, pra engolir prendemos momentaneamente a respiração para não engasgarmos. No pós-cirúrgico é a mesma coisa. Com a diferença que você não mastiga. Só se alimenta de líquido.

Quanto ao nariz, ele desentope com aproximadamente uma semana. E com pouco mais de duas semanas já consegue migrar da alimentação líquida para o pastosa.

4. Receio da parestesia

Esse assuntou mereceu vários posts e comentários ao longo do blog e dessa vez vou me abster de falar sobre a parestesia. Já enchi vocês desse assunto, né? Pra quem chegou por agora, dêem uma conferida:
1. Tratamentos para recuperação da sensibilidade
2. Parestesia 
3. Algumas dúvidas sobre o P.O.

5. Receio da boca não voltar pra normalidade.

Mesmo passados 5 anos desde a cirurgia alguns pacientes me perguntam se minha mastigação tá boa, se minha abertura tá normal, se minha fala tá OK. Se depois de cinco anos nada tivesse voltado ao normal já teria entrado em pânico (risos). Tudo volta como era antes (com exceção da sensibilidade em alguns casos - vide post). A mastigação foi o que mais demorou para voltar ao normal (uns 8 meses). A carne vermelha, de fato, foi a última coisa que consegui voltar a mastigar (tirando a moída ou a processada). A abertura também demorou bastante, próximo da mastigação. Mesmo ainda rígida, forçando a barra conseguia abrir. Não lembro exatamente quando, mas com pouco menos de 1 ano já tinha recuperado a flexibilidade dos movimentos. A minha fala com 20 dias já tinha voltado ao normal (vide post), mas se a conversa fosse longa já me cansava. A minha boca pesava um pouco pra falar até dois ou três meses de pós. Ainda sim, não me impedia de trabalhar mesmo tendo que falar o dia todo.

Claro que se você não fizer os exercícios necessários com a fono (vide post) há chance dos movimentos atrofiarem ou demorarem pra voltar ao normal. Até mesmo haver recidiva, que é pior ainda. Bora treinar para não haver problemas no futuro!

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É isso! Obrigada pessoal pelas visitas e pelo carinho.
FOCO na ortognática, FORÇA na recuperação e FÉ que tudo vai melhorar!

Beijos

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Bolsa de gelo ou compressa morna?

Há pouco tempo vi uma paciente perguntando o que usar para reduzir inchaço. A primeira resposta de cara de uma outra paciente foi: "compressa gelada". A pessoa que perguntou não foi específica por não mencionar quanto tempo tinha de cirurgia e a pessoa que respondeu também não se deu o trabalho de questionar. A internet também não é um bom lugar para pesquisar sobre isso. Já li de tudo e dependendo do problema que for é uma coisa diferente.

Bom, a resposta estava errada! Se a paciente tivesse perguntado o que usar para evitar o inchaço, aí sim seria correto. Sabe quando a gente se machuca e pedem pra colocar gelo? É porque o gelo tem função de evitar que o local lesionado fique inchado, e não reduzir o inchaço. Por isso que tem que ser colocado no momento da lesão, porque depois que inchou não adianta. Vai servir no máximo de anestesia. Por isso que para muitos problemas de dor, o gelo vai ser a opção recomendada. 

Apesar de muitas pessoas falarem que sentiu dor no pós-operatório, a ortognática é bem conhecida por ter um pós indolor. Eu mesma não senti...foi só incômodo mesmo. De qualquer forma, nesse caso procurem seu cirurgião pra saber que medida tomar.

Voltando ao assunto...

E para o caso específico de edema provocado pela cirurgia ortognática? Vamos esclarecer isso de vez? 

O que vou dizer agora não é invenção da minha cabeça, tá? Foram recomendações que recebi do meu cirurgião na época que fiz a cirurgia. A compressa gelada só vale para os primeiros dias logo após a cirurgia. O gelo, como eu disse, evita o excesso de inchaço e tem efeito anestésico. Depois que o inchou tudo que tinha pra inchar é compressa morna. Ela serve para reduzir o edema residual, servindo como drenagem para o líquido retido pelo edema. 

Na parte da compressa morna o que eu fazia?



Botava pra ferver uma panela de água no fogão. Depois colocava uma bolsa de termogel e deixava uns 3 minutinhos com o fogo ainda ligado. Para os desligados pra evitar de botar fogo na cozinha a recomendação é desligar o fogo e deixar na água quente por uns 10 minutos! rs

Eu enrolava a bolsa com uma toalha ou pano para não queimar o rosto, já que eu gostava de deixar a bolsa bem quente. Isso porque teria que deixar a compressa no rosto por 30 minutos, e a temperatura não se mantêm por esse tempo. Aí quando a bolsa ficava com uma temperatura suportável eu tirava a toalha enrolada nela. Repetia esse processo até completar os 30 minutos. Então quanto mais quente eu deixava a bolsa, menos vezes eu precisaria repetir o processo, sacou o macete?

É isso pessoal, mais uma dica do meu blog para vocês!

E boa recuperação pra quem precisa.

:)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Tratamentos para recuperação da sensibilidade

Nas cirurgias de avanço de mandíbula (classe II) é bem comum acontecer dormência na gengiva, lábios e queixo. Ela pode ser temporária, com a sensibilidade voltando em alguns meses ou, em casos mais raros, a permanente. O Dr. Jonathas Claus explica no seu blog que isto acontece devido ao nervo mandibular que corre dentro do osso da mandíbula. Quando é realizada a osteotomia sagital (para os casos de avanço) a separação é feita próxima do trajeto do nervo. Nessa manipulação que ocorre a perda temporária da sensibilidade (neuropraxia).

Pra quem está nos primeiros meses de cirurgia só resta ir no fonoaudiólogo especializado em motricidade oral para acelerar o retorno dessa sensibilidade e mais o quê? Paciência! Olha ela de novo aqui blog (risos)

Nos casos mais graves, onde há diminuição permanente da sensibilidade existem duas possibilidades de tratamento ditos eficazes: o laser e a acupuntura. Surpresa para você que achava que eles só estavam voltados para estética. Eu não domino o assunto sobre esses dois tipos de tratamento e também não conheço lugares para indicar. Então quem puder colaborar aqui nos comentários relatando sua experiência ou contando um pouco do que sabe seria bem legal pra quem visita o blog. 

LASER


Eu cheguei a fazer umas duas visitas ao HUPE (Hospital Universitário Pedro Ernesto) para fazer esse tipo de tratamento que na época era novo e ainda estava sob teste. Não fui mais vezes porque no serviço público o tempo de espera do atendimento é muito demorado. Na época estava sem tempo e não dei continuidade. Não posso dizer que houve melhoras pela quantidade de visitas que fiz.


ACUPUNTURA


Procurei uma clínica no mesmo prédio onde trabalhava para testar a acupuntura. Até peguei um pedido de indicação com meu endocrinologista (existe uma lista de médicos que eles aceitam indicação). O legal que a clínica aceitava plano de saúde. Mas não cheguei a fazer pois a especialista que queria só atendia mais pro fim do dia e pra sair da Barra da Tijuca tarde, só quem mora no Rio de Janeiro entende como é difícil.

Pra quem se interessar: 
Ortofisio da Barra | Convênios e Particulares | Av. das Américas 8445, sala 809/810, Barra Tower Offices | Tel: 2439-2465 e 2429-5146.

Então está aí a dica! E quem quiser contar sobre a eficiência de qualquer um desses dois tratamentos fiquem à vontade pra comentar aqui.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Apoio psicológico pós-Ortognática

Pessoal, vim aqui falar de um assunto muito sério. Continuem lendo!


Quando decidimos realizar a cirurgia fazemos plano pra tudo (ou pra quase tudo!). Planejamos os gastos com exames, consultas, dentista, cirurgião, medicamentos e fono. A fono às vezes nem entra nos planos, né! Depois vem aqui com 5 meses de P.O. dizer que não consegue abrir a boca (risos). É bem assim.

Mas não vim falar disso. Há uns quatro meses atrás recebi uma mensagem anônima aqui no blog, eu diria, bem negativa e desmotivadora...até mais do que isso, mas no momento não consigo encontrar palavras para descrever. Até titubeei responder a pessoa com uma mensagem de incentivo e conforto porque vi que ela estava precisando. Mas ao mesmo tempo pensei que ela talvez nem leria minha mensagem. E o pior! Várias outras pessoas que acessam meu blog diariamente pra buscar informação, esclarecimento e um pouco de estímulo poderiam ler o que ela escreveu e se assustar. E o que eu fiz com a mensagem? Excluí! #mejulguem

Por isso que os nossos queridos doutores aconselham aos pacientes não lerem nada na internet. Não no sentido de esconder dos pacientes a "verdade". Entendem que no impulso do momento, misturado ao sentimento de frustração e um teclado na mão a gente escreve o que quer? Sem parar um minuto sequer para avaliar a própria situação? Então, foi isso que pude perceber na mensagem anônima. Será que ela não tava no 1º mês de recuperação? (estava!) Será que o cirurgião fez todos os procedimentos com sucesso? (não sei!) Será que ela tem inclinações graves de ansiedade? (parecia!). 

Lembram que eu falei sobre ter paciência? "A paciência é, acima de tudo, sabedoria, é esperar o momento certo de fazer ou de dizer as coisas, sem criar nenhum tipo de rejeição." E apenas 1 mês de recuperação não é o momento certo para rejeitar a cirurgia e dizer o que pensa. 

Sem dúvida a pessoa que escreveu a mensagem precisava de apoio psicológico. Então, pense na possibilidade de incluir isso também nos seus planos pré-operatório. Para algumas pessoas que passaram de letra pelo processo de recuperação podem até pensar que é exagero. É muito louco gente! Mas não é exagero. Percebi isso em alguns e-mails que recebo. As pessoas ficam realmente transtornadas, porque mexe com o emocional e inicialmente com a auto-estima. Já falei aqui e repito que ninguém vai sair da maca parecendo a Scarlett Johansson ou o Bradley Cooper. E também se não ficar não culpe o cirurgião por isso. Deixa pra próxima encarnação! (risos). 

Brincadeiras a parte e voltando a tratar dessa questão com seriedade, esse assunto merece toda a atenção dos pais e pessoas próximas dos pacientes que farão a cirurgia. Notem qualquer comportamento atípico ou depressivo. Algumas vezes o próprio paciente reconhece não estar sabendo trabalhar com os sentimentos nessa fase sozinho e procura ajuda. Reconhecer é um grande passo! 

Lembrando também que é uma longa fase. São quase 12 meses de recuperação. Gente! É normal ficar chateado. Eu mesma fiquei quando a minha cara ficou cheia de espinhas, por exemplo. De não ter nem vontade de sair de casa. Mas fui correr atrás de resolver o problema. Não fui na internet xingar a ortognática. O máximo que fiz foi relatar esse caso aqui no blog para as pessoas saberem que isso pode acontecer.

Procurar um psicólogo profissional é imprescindível para algumas pessoas. Não façam do seu cirurgião um psicólogo. Todo mundo já conhece a fama que alguns cirurgiões tem, né? (excluindo o meu). Essa questão é mais séria do que a gente pensa. Não é um desabafo aterrorizador aonde quer que coloque que vai resolver a sua angústia. Eu tô aqui quase cinco anos depois desde que passei por isso, à 1 da manhã, morrendo de sono, atolada em trabalho pra pedir pra vocês não temerem a cirurgia. E cuidado com as coisas que leem na internet. É um ano de uma lenta e exaustiva recuperação pra um vida inteira de alegria.

Não tá conseguindo sozinho? Procure um psicólogo. Uma base mental e espiritual vinda de um profissional nesse momento pode ser ótimo para o paciente refazer sua estrutura emocional. Levem isso em consideração ao fazer os planos para a ortognática.

Até breve pessoal! ;)

domingo, 1 de junho de 2014

Valor da cirurgia e outros serviços


Galera da ortognática!

Algumas pessoas têm me perguntado quanto paguei pela cirurgia. Sei que é uma curiosidade inevitável, pois precisamos fazer um planejamento de gastos antes de realizá-la. Eu mesmo tive essa curiosidade. Infelizmente para a maioria dos nossos sonhos, os custos estão envolvidos. E precisamos saber o quanto separamos ou juntamos para alcançarmos. Não é uma cirurgia barata e não é todo mundo que pode pagar. 

Eu não informo o valor exato que paguei pela cirurgia por uma simples questão de respeito ao trabalho dos profissionais que eu tratei. Principalmente, pela questão do blog que tomou um alcance que eu nem imaginava. Os nomes de todos eles estão amplamente divulgados aqui e em qualquer busca no Google é possível achar. Imagine se o nome do profissional que citei estiver vinculado a um valor? Bom, eu não acho legal.

Uma das razões de não falar é porque esse valor provavelmente estaria desatualizado dentro de um período. A segunda questão é que o orçamento depende da complexidade da cirurgia e do valor que o profissional agrega com o tempo de experiência, entre outros critérios. 

Assim como eles, eu trabalho prestando serviços para clientes. E já tive problemas com relação a valores em duas situações completamente distintas. Eram custos diferentes e, por consequência, orçamentos diferentes. Já podem imaginar o que aconteceu, né? Um dos clientes queria que eu cobrasse o mesmo valor que cobrei da cliente numa situação anterior. Chato isso né! Por isso que eu não falo. Não quero que nenhuma pessoa chegue no consultório do meu buco dizendo: "Ah, mas a Beliza disse que você cobrou tanto dela...". 

Dessa mesma forma funcionará com meu ortodontista e minha fono. Se quiserem saber valores, eu passo o contato, mas prefiro que perguntem diretamente pra eles.

Com relação a cirurgia, geralmente passo uma média de valor correspondente a época que fiz. Sem contar com a anestesia, hospital e material, os honorários de uma cirurgia como essa pra uma equipe pode variar entre R$10.000,00 e R$25.000,00 (em 2010). Já li pessoas que pagaram menos de R$10.000,00 (em 2010). Mas é aquilo pessoal: depende da complexidade do caso, depende da experiência do cirurgião, depende do local onde reside, depende de muita coisa. Quanto ao local já vi que tem estado que cobra mais caro que no Rio de Janeiro, por exemplo.

Então é isso pessoal, acho que essa média já dá pra vocês terem uma ideia. Queria poder ajudar de alguma forma sem falar o valor exato que paguei. Mas de qualquer forma é sempre bom procurar o melhor profissional possível e que caiba no bolso. Não estou dizendo para fazer no mais barato. Lembre sempre que o barato pode sair mais caro. É clichê mas é verdade! É da nossa saúde, da nossa vida, da nossa auto-estima que estamos tratando. Busquem, em primeiro lugar, referências e indicações antes do preço.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Cobertura e Reembolso

Oi pessoal, como vai a vida? Melhor depois da ortognática né! Difícil no começo mas depois de um aninho fica tudo lindo!

Então, tô de volta aqui hoje para falar sobre cobertura de plano e reembolso. Já contei como foi esse processo comigo anteriormente mas não sei se fui muito clara, pois recebi alguns e-mails sobre esse assunto. Então vou voltar ao passo a passo do meu caso:


1 A minha primeira ação pra realizar a cirurgia foi procurar um ortodontista já com a decisão tomada de fazer a ortognática. Fiz os exames, botei o aparelho, iniciamos o tratamento ortodôntico voltada para a cirurgia e ele me indicou um cirurgião da confiança dele. Fui na consulta com o cirurgião que confirmou a minha necessidade e pediu que eu voltasse quando o orto me liberasse para a cirurgia. Mas, enquanto isso, é importante que os dois se comuniquem.

2 Minha cirurgia não teve cobertura total do plano, porque meu cirurgião não era conveniado as operadoras de saúde. Então os honorários da equipe e anestesia eu paguei do meu bolso, por isso que falo que essa parte foi particular.

3 O fato do cirurgião não ser conveniado as operadoras de saúde não impede de ter cobertura em outras coisas, tipo: hospital e materiais. Por isso que essa parte eu digo que tive cobertura do plano. Parte essa caríssima, principalmente os materiais. Lembrando que os planos são obrigados a cobrir os gastos com esse dois itens depois de atestado os motivos funcionais para a ortognática. Mesmo que a nossa primeira motivação seja estética, temos sempre problemas funcionais.

4 Não fiquem preocupados de como proceder com a cobertura. O próprio buco auxilia nesse processo. No meu caso, ele me deu duas cartas para serem direcionadas ao plano de saúde: uma com o pedido cirúrgico, relatando o diagnóstico e a necessidade da minha cirurgia com uma previsão de data e local da cirurgia. Outra com a lista de materiais cirúrgicos com o nome da empresa representante, para o plano de saúde solicitar a compra.

5 Quando eu ligo pro hospital pra marcar a cirurgia (Lembrando! Eu passei uma data prevista...a data só se confirma depois que o plano autoriza) eles pedem toda essa documentação e encaminham para a Operadora de Saúde. Esta por sua vez, entra em contato comigo, aí começa o lenga lenga. Tem que fazer perícia, tentam trocar por hospital mais barato, tentam trocar por material mais barato, blá, blá, blá. No meu caso, conseguimos manter tudo como planejamos e até perícia não precisei fazer. Meu cirurgião argumentou que não ia trocar por material mais barato, argumentando os riscos de se usar materiais com qualidade inferior (Isso que é profissa!). E eu argumentei que não ia trocar o hospital. Um pouco mais de 1 mês depois, saiu a autorização. Mas nem sempre é fácil assim. Tem gente que leva bem mais tempo. Tive sorte!

6 Depois da cirurgia peguei os recibos de todos os profissionais envolvidos. Os recibos são necessários para dar entrada no processo de reembolso pelos honorários pagos. Dependendo do tipo de convênio que possui podem acontecer três situações distintas: ou não conseguir reembolso ou conseguir um valor quase insignificante ou conseguir quase metade do que se gastou. O que é muito bom! Ex: Se pagou R$12.000 pela cirurgia, pode conseguir de R$ 5.000,00 a R$ 6.000,00 de reembolso. Na época eu tinha o Unibanco AIG que reembolsou quase metade. Esse meu plano era excelente! Uma pena que não existe mais!

7 Além do cirurgião entregar os recibos dos envolvidos, ele entrega uma outra carta: a de solicitação de reembolso, relatando o tipo cirurgia que foi feita e o valor orçado e pago por mim.

8 Depois é só entrar em contato com seu plano e saber como funciona o processo para entrar com o pedido de reembolso.


Espero que este post possa sanar todas as dúvidas sobre essa questão. Claro que algumas informações de cobertura e plano vocês precisarão buscar com seus respectivos cirurgiões ou com sua operadora. Não sou guia de cobertura de plano gente! (risos). Obrigada por visitarem a página. Sempre um prazer poder ajudar! Beijos e abraços.

quinta-feira, 13 de março de 2014

ANTES e DEPOIS especial 4 anos

Oi pessoal! Voltei com mais fotos. Como as daqui no blog já estavam bem velhinhas resolvi fazer esse post especial de 04 anos. Da esquerda para a direita, a primeira em 2010, alguns dias antes de passar pela cirurgia; a segunda um ano depois e a terceira desse ano, mais recente. Ex-classe II com muito orgulho!

Gostaram?

Ps: Gente! Não vale entrar aqui no blog pra perguntar qual cirurgia que fiz. Não quer ler o blog tudo bem, mas olha pelo menos o título do blog que já te responde...hehehe, não é por nada não. Mas só avisando! ;)




terça-feira, 11 de março de 2014

E quatro anos se passaram...

Há exatamente quatro anos eu estava no hospital São José no Rio de Janeiro, sendo submetida a uma cirurgia, que durou aproximadamente 5 horas, para corrigir a formação óssea do meu rosto que afetava não só algumas das minhas funções, que não eram tão graves, mas que comprometia muito a estética.

Depois da ortognática, tive que passar por uma série de adaptações: acostumar com o rosto novo, enfrentar problemas de acne, aprender a falar de novo, mastigar e realizar os mesmos movimentos que fazia antes da cirurgia. Simples coisas como usar um canudo, assoviar, passar a língua na frente dos dentes superiores e espalhar o batom só com os movimentos dos lábios eram impossíveis.

Existem pacientes que não conseguem lidar com essas situações sozinhas e procuram ajuda de um psicólogo, que nesse caso, acho fundamental. Consegui passar por essa fase, de certa forma, tranquila e com boa aceitação, pois sabia que era temporária. Claro que a ansiedade batia, mas consegui controlá-la bem. Fazia até questão de contar as pessoas que tinha passado por essa cirurgia pra ninguém achar que meu rosto era daquela forma. Mas mesmo quem não sabia, não ficava me olhando estranho. Na verdade quem me olhava com estranheza eram os meus amigos que ficavam tentando ver a antiga Beliza naquele novo rosto. Meu marido conheci quando eu estava com dois meses de pós. E nem mesmo sabia se conseguia beijar! Mesmo com minha auto-estima baixa, o bichinho se apaixonou por mim...hehehe. Deve ser mesmo tudo neura da nossa cabeça!

Algumas pessoas comentaram comigo que não tinham ninguém com quem contar para receber cuidados no pós cirúrgico, ajuda essa, fundamental principalmente nos 5 primeiros dias que são os mais complicados. Fiquei meio receosa de responder: "Não! Não tem como!". Não poderia responder isso pois não sei como seria se eu tivesse sozinha. Mas que a participação da minha mãe foi imprescindível nesse processo foi. Aliás, não sei como seria se ela não tivesse do meu lado se mal conseguia ficar 5 minutos em pé, por causa do peso da cabeça. Quem conseguiu passar por essa experiência sozinha, conte aqui nos comentários. Vai matar a minha e a curiosidade de outras pessoas.

Bom, logo depois que fiz a cirurgia precisei pegar no backup de fotos antigas para colocar aqui no blog o "antes e depois". Como eu ainda estava acostumada com meu rosto antigo, apesar de ver a diferença, aquilo não me causou espanto. Uns meses atrás precisei acessar de novo as fotos antigas e...TCHARAN! Fiquei chocada! Como eu mudei! Até mesmo depois de feita a cirurgia houve mudanças...fiquei mais velha! (risos). Mas brincadeiras a parte, houve sim melhoras mesmo depois de 01 ano que fiz a cirurgia.

Então parei com o blá blá blá que vocês estão mais curiosos pra ver as fotos né. Olha aí!


ANTES


DEPOIS


sábado, 8 de março de 2014

Vem por aí...

Essa foi a preparação das imagens para um dos próximos posts.

hehehe #carasebocas

Aguardem!



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Um click no seu novo "eu"

Bom dia ortognáticos!

Eu prometi fazer um post legal aqui sobre uma novidade (que talvez nem seja mais nova), mas muitas pessoas podem não saber. Confesso que ainda não tive de tempo de prepará-lo, então a promessa está de pé.

Mas hoje vim falar de outra coisa e apesar de ser um blog pessoal, peço até "licença" pois este espaço aqui também é de vocês. Como já compartilhei um momento muito importante da minha vida que foi a cirurgia ortognática, hoje quero dividir uma outra conquista que há muitos anos já vinha planejando e finalmente consegui concretizar. O que antes era um hobby virou, enfim, profissão: a fotografia. Nunca gostei de sair em fotos, vocês imaginem o motivo! hehehe. Mas mesmo hoje, o que curto mesmo é tirar fotos. Era um amor latente que hoje resolvi declarar! É muito bom trabalhar com o que se gosta.

Então, quem quiser acompanhar meu trabalho como fotógrafa é só curtir minha página no Facebook em www.facebook.com/belizarochafotografia


Aproveitem que depois da cirurgia a auto estima melhora (e muito!) e me contrate para fazer sua festa ou ensaio. Uma ótima oportunidade para me conhecer pessoalmente e vice-versa. Sempre bom transformar palavras de um e-mail em rostos (risos)!

Beijos e abraços

terça-feira, 19 de novembro de 2013

+ de 200 mil, obrigada!


Há quatro anos quando iniciei os preparativos para a cirurgia, resolvi escrever esse blog não para servir de agenda pessoal de evolução do meu pós. Fiz pensando nas pessoas que um dia teriam a mesma curiosidade que eu tive acerca da ortognática.

Tomei essa iniciativa pela escassez de informação sobre o assunto na internet (em 2009). Na época estava bombando de matérias sobre cirurgia bariátrica, mas nada da danada da ortognática. Fiquei me perguntando por que se fala tão pouco do assunto? Por que as pessoas se chocam ao falar dessa cirurgia? E ainda não recomendam!? Na cirurgia bariátrica o estômago pode reduzir até 1/3 da sua capacidade. Isso não é chocante? Só porque é modinha! Não estou querendo comparar as duas cirurgias em grau de importância ou complexidade. Mas apenas dizer que essa cirurgia também merece seu destaque e divulgação da mesma forma que as outras, pois ela é capaz de mudar uma vida, melhorar uma autoestima. Por incrível que pareça ainda tem gente que desconhece a cirurgia e não sabe como resolver seu problema. Eu mesma só fui descobrir em 2008, dois anos antes da cirurgia, depois de ter passado a adolescência com aparelho na boca, sem resultados.

Na época achei muito pouca informação do Google: uns dois blogs de pacientes – mas que não estavam tão detalhados como gostaria –, alguns poucos sites de clínicas bucomaxilo, mas só tinham aquelas informações padrão, uma entrevista curta...enfim. Fui até o Youtube procurar uma cirurgia assistida mostrando lá a maxila e mandíbula toda recortada e solta. Estava empenhada em procurar e ver tudo, sem medo, sem nojinho! Por mais estranho que vocês achem, ver o vídeo me tranquilizou, pois nesse momento soube exatamente onde estava me metendo.

O meu cirurgião Dr. Henrique, por mais maravilhoso, querido e atencioso que fosse (Sim! Ele tem muitos adjetivos), eu sabia que não iria me responder tudo o que queria, então inicialmente não me atrevi a fazer tantas perguntas. Primeiro porque todo cirurgião tem receio de assustar o paciente, eles precisam manter uma postura mais fria e cautelosa, principalmente quando tem uma mãe preocupada na sua cola. Não é todo paciente que se abre que nem eu me abri para receber as informações. E segundo, eu acho que não tem ninguém melhor para saber detalhes do que com outro paciente. Mas na época não conhecia ninguém para conversar e o Facebook ainda não era essa febre que é hoje. Muita gente ainda estava na era Orkut, e eu já tinha deletado o meu.

Eu quis escrever um blog diferente dos que eu já tinha visto. Mostrar mais do que meu progresso durante o pós, mas também contar dicas e chamar atenção sobre certos pontos no que diz respeito às três áreas: buco, orto e fono. Assim como compartilhar matérias e artigos interessantes, quebrar medos, matar curiosidades, tirar dúvidas, etc. 

Hoje, pra quem buscar no Google sobre a cirurgia, já é possível encontrar um número cada vez crescente de informações. Já existem vários blogs de pacientes (até de um especialista para tirar dúvidas), vídeos, entrevistas, matérias, artigos acadêmicos e grupos no Facebook (vide Mídias Sociais, lado direito) onde você tem acesso para falar com mais de mil pacientes. Inclusive, pela primeira vez, a Rede Globo abriu um espaço no seu horário para falar sobre a cirurgia no programa Bem Estar do dia 23/05/2013.

Estou fazendo esse post especial pelas mais de 200 mil visitas que recebi desde que comecei a escrever o blog lá em março de 2010. Parece difícil mensurar...ano passado (em 2012) quando fui visitar o Dr. Henrique eu não tinha noção da proporção que o blog havia tomado. E fiquei meio incrédula quando ele me disse que a todos os lugares que ele viajava no Brasil, tinha algum paciente perguntando pela Beliza do blog (risos). Comentários assim também vinham do Vinicius, meu orto e da Pri, minha fono, que até hoje mantenho contato. Isso me deixa muito feliz! Uma sensação de dever cumprido por ter ajudado, aconselhado e encorajado tantas pessoas. Uma satisfação receber e-mails de agradecimento e parabenizando pela iniciativa. Assim como é ótimo ter pessoas contribuindo para o blog como foi o caso da Débora, Mirela, Paula e Patrícia que me enviaram suas fotos e compartilharam conosco os seus respectivos casos, das indicações de lugares e cirurgiões e até mesmo as dúvidas que me ajudaram elaborar novos posts.

O retorno que obtive foi tão legal e positivo que mesmo quase quatro anos depois dedico parte do meu tempo para vir aqui atualizar e sempre que possível com novas informações. 

O blog estará sempre aberto pra vocês.

Um beijo e sucesso a todos.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Fonoaudiologia - motricidade oral voltada para cirurgia ortognática

Hoje vou falar sobre a fonoaudiologia. Para elaborar parte do conteúdo tive uma grande ajuda daquela que foi minha fonoaudióloga, a Dra. Priscila Abreu. Pra quem não viu a matéria, assista ao vídeo da FIOCRUZ em que ela é entrevistada (14:05) no post anterior.

Dra. Priscila Abreu sendo entrevistada pelo canal de saúde FIOCRUZ

Muita gente ainda não sabe, mas existe uma especialidade nessa área voltada apenas para reabilitação pós-cirúrgica: a motricidade oral ou orofacial. Partindo desse ponto, entende-se que não é toda fonoaudióloga capacitada para atender pacientes oriundos da cirurgia ortognática. Então já sabemos qual profissional devemos procurar. Somado a isso é importante que a fono especialista em motricidade oral tenha conhecimento da cirurgia ortognática e experiência em casos. Pra vocês verem como a profissional é bem específica.

Mas o que é essa especialidade e como atua?
É a área da Fonoaudiologia que estuda a musculatura dos lábios, língua, bochechas, face e as funções a elas relacionadas, como a respiração, sucção, mastigação, deglutição e fala, as chamadas funções estomatognáticas. Atua na prevenção, avaliação, diagnóstico e tratamento de pessoas com comprometimento destas funções e também pode atuar no aprimoramento da estética facial. (Fonte: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia)

É necessário o tratamento com a fono após ter passado pela cirurgia?
Sim, a fono é essencial para um recuperação mais rápida e eficaz. Segundo a Dra. Priscila a importância é em virtude de toda a estrutura ter sido alterada. A cirurgia mexe com a posição óssea e a musculatura sofre diretamente com a mudança. O nosso cérebro continua mandando informações ao paciente como se as arcadas ainda continuassem na posição anterior. Por essa razão, nos sentimos estranhos após a cirurgia, causando uma rejeição inicial e um certo arrependimento. Nessa hora que a fonoaudióloga entra, acomodando nossa musculatura e ajudando nas funções.

Por motivos financeiros, não posso custear um tratamento com fonoaudiólogo. O que devo fazer?
Se você fez a cirurgia através dos serviços públicos de saúde, como o Hupe, há um profissional especializado que irá atender gratuitamente. Mas se fez a cirurgia, assim como eu, parte particular e outra parte custeada pelo plano de saúde, ou seja, já gastou tudo, tá pobre, não tem dinheiro pra mais nada, tá com o bolso mais vazio que o mendigo da esquina, a minha resposta é que não há solução (risos). Ainda sim vai precisar separar um dinheirinho pra realizar algumas consultas, mesmo que poucas, só para ter as primeiras orientações.  Eu, por exemplo, fui a mais ou menos seis consultas (com ênfase na redução do inchaço, abertura de boca e acomodação muscular), recebi umas dicas de exercícios voltadas para o meu caso e, no fim do tratamento, dei continuidade em casa. Mas tem que ter disciplina! Se você sabe que não tem, é aconselhável ir mais vezes a fono até ela liberar. O ideal é que faça o tratamento por mais tempo. Mas se a grana tá curta, não vejo outra solução. É ir nas primeiras consultas e ter dedicação nos exercícios. Agora se o seu plano de saúde cobre o fonoaudiólogo, parabéns! Mas lembre de procurar aquele com especialidade em motricidade oral. O ideal é procurar a fono especialista da confiança do seu cirurgião. Tem a opção também de fazer o tratamento particular com a fono e solicitar reembolso pelo seu plano de saúde, se tiver. Aí procedimentos de reembolso procure saber como funciona na sua operadora de saúde. 

A fono especialista em motricidade e cirurgia ortognática é a única indicada para o tratamento?
Existem pessoas que andam procurando fisioterapeuta como tratamento complementar à cirurgia ortognática. Não é o correto! Os únicos casos em que é recomendado procurar esse profissional são pessoas com DTM (Disfunção Temporomandibular) ou paralisia facial. A fono é a única capacitada por uma fundamental e simples razão: a questão funcional. Como foi falado anteriormente a musculatura tem como função o sistema estomatognático (mastigação, deglutição, sucção e fala), logo, apenas a fonoaudióloga especialista é capacitada para avaliar essas funções, enquanto a fisio pode apenas acomodar a musculatura. Segundo Dra. Priscila, cada músculo tem sua funcionalidade, então, não adianta acomodar se a função não está adequada. Ela dá um exemplo bem prático: "A língua de um classe II tem posição diferente da língua de classe III. Com a cirurgia essa posição é alterada, já que a mesma se insere na mandíbula. Então, apenas a fono pode avaliar e reposicionar a língua, avaliar se a mastigação está sendo feita de maneira correta, se a língua está na posição certa para deglutir sem engasgos, se está fazendo corretamente os fonemas fricativos¹ e linguodentais²." Ela ainda completa que se todos esses fatores não forem trabalhados pode trazer recidiva, ou seja, o paciente pode voltar a ter o mesmo problema após a cirurgia com comprovação cientifica, por exemplo, uma mordida alterada. Agora já pessoas que possuem estalos associados a dor, podem procurar tanto uma fono como fisio. 

¹. Sons produzidos por meio do estreitamento da passagem de ar na boca. Exemplos: [f], [v], [s], [ch], [z], [x], [j] são consoantes fricativas.
². Sons produzidos quando a língua atinge o dentes superiores. Exemplos: /t/ e /d/ são consoantes linguodentais.

Quando posso começar o tratamento com a fono após a cirurgia?
Os pacientes quando passam pela cirurgia gostam de saber o tempo certo pra tudo (risos). Quando vou voltar a falar normalmente? Quando volto a abrir a boca? Quando vou conseguir mastigar carne? Quando dá pra voltar a beijar? Quando posso voltar a trabalhar, a fazer atividade física, etc, etc? É um turbilhão de dúvidas só voltadas para o quesito tempo. Normal! Até porque ficamos muitos ansiosos. Não há um tempo certo para voltar a fazer as questões citadas. É como se fôssemos bebês desfrutando de um novo aprendizando, só que no nosso caso, reaprendizado. E assim, como os bebês, os quais levam tempos diferentes pra começar a andar, falar, reconhecer objetos, também temos um tempo diferente para voltar a fazer essas "n" atividades que mencionei. Então quando alguém me pergunta quanto tempo, tomo como base o meu caso, que pode ser completamente diferente de outro paciente. O processo é tão lento e gradativo que muitas vezes comecei a fazer coisas como antes sem nem perceber. De vez em quando é bom se desligar um pouco do tempo, pois gera muita ansiedade....palavras de uma paciente experiente...rs

Mas voltando a pergunta, o tempo fica a critério do bucomaxilo e também de cada caso. Minha fono, por exemplo, já recebeu pacientes tanto com 6 dias e como como 30 dias, que é o período comum. Caso o paciente tenha alguma complicação pós-cirúrgica o buco pode liberar até com 45 dias. 

Estou preocupada com minha abertura. Qual a abertura ideal pro meu tempo de recuperação?
A abertura normal mínima dita na literatura é de 40mm a 45mm. Geralmente espera-se que o paciente com 60 dias já tenha 40mm, mas caso isso não aconteça ele deve estar com pelo menos 35mm. Agora caso esteja com 90 dias e ainda não alcançou a meta de 40mm é preciso investigar.

Fiz a cirurgia, mas ainda forço um pouco para selar os lábios. Isso é normal?
Sim. Depois da cirurgia acontece pelo que chamamos de fibrose. Ela é nada mais do que a cicatrização do tecido onde houve o edema, que não deixa acomodar a musculatura, dificultando o selamento labial. Por isso é importante fazer os exercícios com a fono para ela soltar e, até mesmo, aumentar a fibra. É possível com os exercícios alongar a musculatura em até 3 mm.

E para quem tem problemas na fala?
Aos que possuem problema na fala, segundo Dra. Priscila, 90% dos pacientes conseguem uma melhora só nas consultas com ela (motricidade oral). Os pacientes que persistirem com o problema (ex: voz anasalada) devem procurar uma fono especialista em voz. Os pacientes que mantiverem problema na articulação da fala devem procurar um especialista em linguagem ou até mesmo em motricidade oral voltado para projeção lingual. O tratamento pode dar um aspecto diferente pra voz. Não é o caso dos pacientes, como eu, que nunca tiveram problema na fala. 

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Essa foi mais uma postagem com dicas e respostas para muitas dúvidas. Obrigada Pri pela ajuda! No próximo post tem mais novidades.

domingo, 22 de setembro de 2013

Vídeo explicativo sobre Ortognática

O Dr. Paulo José Medeiros - cirurgião-dentista, chefe de serviço da Hupe e professor da faculdade de Odontologia da UERJ - foi o entrevistado pelo canal de saúde FIOCRUZ, postado no site dia 11/09/2013.

O vídeo é ótimo, super explicativo! Vale a pena dar uma conferida. Ele disse tudo que sempre quis explicar aqui no blog e que geralmente são os questionamentos dos pacientes que entram em contato comigo.

Só resumindo o vídeo, no começo o doutor comenta sobre as deformidades dentofaciais: o prognatismo e o retrognatismo. Também relata o caso de uma paciente prognata (Classe III) e os problemas de saúde que ela teve ocasionadas por conta dessa deformidade. 

Fala sobre as motivações funcionais e estéticas. Vou frisar um ponto muito importante que o professor esclarece: 
"A motivação mais importante é a do paciente (...). Existe um preço a pagar na questão do pós-operatório, então o paciente tem que estar motivado, ele tem que querer (...). O paciente motivado passa pelo pós-operatório com a maior tranquilidade, exatamente pelo envolvimento dele e por ele ter comprado a ideia de fazer o procedimento.".
E por isso considero, apesar do meu pós ter sido sofrido como todo pós-operatório, que passei por uma recuperação tranquila. Eu quis muito a cirurgia, corri atrás, busquei informações, aceitei as consequências e tinha ciência de que tudo aquilo por qual estava passando era temporário e que demoraria.

Outro ponto em questão e que algumas pessoas reclamam é com relação ao tratamento ortodôntico. O doutor explica que para alinhar os dentes o ortodontista acentua o problema para corrigir a compensação dentária e acaba ocasionando, temporariamente, uma piora estética. O paciente sabendo que ele tem um horizonte positivo, normalmente leva isso na maior tranquilidade. Guardem isso quando iniciarem o tratamento com o dentista. Eu mesma tive a sensação que um pouco antes de passar pela cirurgia o meu sorriso gengival estava bem mais aparente comparado ao início do tratamento ortodôntico. Dá uma olhada na minha foto no dia da cirurgia.

Depois apresenta o serviço do Hupe que é referência em cirurgia ortognática do Rio de Janeiro. Nessa parte da matéria vai aparecer a profissional que foi minha fonoaudióloga, a Dra. Priscila Abreu. Ela mostra o trabalho da fonoaudiologia no processo de recuperação da cirurgia ortognática e sua importância. Vou entrar com mais detalhes dessa especialidade no próximo post.

Posteriormente, comenta a idade ideal para fazer a cirurgia ortognática (que de certa forma não existe). O que acontece é que o crescimento ósseo cessa aos 17 anos. Realizando a cirurgia antes dessa idade, provavelmente o paciente vai precisar passar pela cirurgia novamente, só que dessa vez definitiva. Então, ou o paciente espera ou ele aceita a fazer a cirurgia duas vezes. Tem alguns pais que querem operar quando o paciente ainda é criança. Eu na minha humilde opinião não recomendaria. A criança não entende que o procedimento será benéfico e ela acaba não ajudando no processo de recuperação que é bastante incômodo. Quando o indivíduo chega na adolescência começa a se preocupar com a questão da estética e do convívio social. Se o problema estético provocar uma dificuldade de interação com as pessoas, ele mesmo vai buscar pela cirurgia. E como foi dito anteriormente, a motivação é a melhor forma de aceitar passar pelas dificuldades do pós-operatório. Claro que existem casos em há necessidade de enfrentar essas intervenções desde cedo, segundo o doutor, como é o caso da pessoa que nasce com fissura lábio-palatal, mais conhecido como lábio leporino, que quando chega na adolescência já passou por diversas cirurgias.

O vídeo finaliza com algumas orientações e ganhos que a cirurgia proporciona. O doutor mostra também seu livro sobre Cirurgia Ortognática com conteúdo voltado para os ortodontistas, que inclusive já vi à venda no site Submarino.


Fonte: http://www.canal.fiocruz.br

domingo, 8 de setembro de 2013

Para você, recém-operado: Paciência!


Quem tiver pouco tempo de cirurgia e me procurar reclamando do resultado eu vou brigar hein! Ai, ai ai (risos)Considero como pouco tempo: 20 dias, 30 dias, 60 dias, 90 dias, 180 dias de pós, etc., etc. a única coisa que vou responder é: tenha paciência!

Agora se você tiver com mais de 365 dias de operada (Doze meses ou mais...Isso mesmo, é o tempo comum de recuperação!) e não tiver satisfeita aí sim pode me procurar pra se lamentar. Antes disso, não aceito! (risos)Eu só pude perceber o resultado depois de 1 ano e 2 meses, mais ou menos. 

Gente, falando sério agora. A insatisfação inicial é porque o seu cérebro está acostumado a ver o seu antigo rosto no espelho. Por mais que as alterações sejam positivas, leva um tempo até ele aceitar a sua nova imagem. Isto causa estranheza, dúvidas, arrependimentos...ainda mais com o inchaço. É normal! Qualquer conclusão inicial sobre resultado será com certeza muito precoce. Sem dúvida eu me estranhei, mas eu tinha isso bem em mente. Tentem levar isso como religião, filosofia de vida, sabedoria, sei lá, quaisquer coisas dessas! Sério! Caso contrário, vocês vão pirar!

Muitas pessoas me perguntam se fiquei feliz com o resultado da minha cirurgia. Minha resposta é: "É claro!". Como não gostava do meu rosto antigo, o processo de adaptação foi bem tranquilo. Só durante o período de transformação que é realmente desagradável porque o rosto fica feio e inchado. Ou seja, você já não tem mais seu rosto antigo, mas também ainda não tem o novo.

Possuindo alguma insatisfação procurem o seu cirurgião ou outro especialista no assunto. Se ainda assim não tiverem satisfeitos, procurem uma segunda opinião, claro, de outro especialista. Eu falo isso, porque podem existir casos de cirurgia sem sucesso que eu, como pessoa leiga, não saberia avaliar. Aliás, independente do caso não tenho conhecimento para ajudar nesse sentido. Só aconselho e conto coisas do meu caso. Por isso, é de extrema importância que procurem o bucomaxilo. Porque sempre vou falar pra esperar e ter paciência pela experiência que tive como paciente...mas não sei realmente o que se passa com sua recuperação.

Reflita:

"A paciência é uma virtude."

"A paciência é, acima de tudo, sabedoria, é esperar o momento certo de fazer ou de dizer as coisas, sem criar nenhum tipo de rejeição."

"A paciência é a certeza do que se quer, se busca, se espera…. Não adianta ficar impaciente, isto só irá aumentar o sofrimento, angústia, a agonia, o desespero… e tudo isso faz com que a pessoa se perca em meio aos seus próprios objetivos."

"Não se desespere diante das dificuldades… mantenha-se calmamente, ainda que grande seja a dor e o sofrimento interminável. Espere. Espere."

Fonte: http://www.belasmensagens.com.br