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terça-feira, 11 de março de 2014

E quatro anos se passaram...

Há exatamente quatro anos eu estava no hospital São José no Rio de Janeiro, sendo submetida a uma cirurgia, que durou aproximadamente 5 horas, para corrigir a formação óssea do meu rosto que afetava não só algumas das minhas funções, que não eram tão graves, mas que comprometia muito a estética.

Depois da ortognática, tive que passar por uma série de adaptações: acostumar com o rosto novo, enfrentar problemas de acne, aprender a falar de novo, mastigar e realizar os mesmos movimentos que fazia antes da cirurgia. Simples coisas como usar um canudo, assoviar, passar a língua na frente dos dentes superiores e espalhar o batom só com os movimentos dos lábios eram impossíveis.

Existem pacientes que não conseguem lidar com essas situações sozinhas e procuram ajuda de um psicólogo, que nesse caso, acho fundamental. Consegui passar por essa fase, de certa forma, tranquila e com boa aceitação, pois sabia que era temporária. Claro que a ansiedade batia, mas consegui controlá-la bem. Fazia até questão de contar as pessoas que tinha passado por essa cirurgia pra ninguém achar que meu rosto era daquela forma. Mas mesmo quem não sabia, não ficava me olhando estranho. Na verdade quem me olhava com estranheza eram os meus amigos que ficavam tentando ver a antiga Beliza naquele novo rosto. Meu marido conheci quando eu estava com dois meses de pós. E nem mesmo sabia se conseguia beijar! Mesmo com minha auto-estima baixa, o bichinho se apaixonou por mim...hehehe. Deve ser mesmo tudo neura da nossa cabeça!

Algumas pessoas comentaram comigo que não tinham ninguém com quem contar para receber cuidados no pós cirúrgico, ajuda essa, fundamental principalmente nos 5 primeiros dias que são os mais complicados. Fiquei meio receosa de responder: "Não! Não tem como!". Não poderia responder isso pois não sei como seria se eu tivesse sozinha. Mas que a participação da minha mãe foi imprescindível nesse processo foi. Aliás, não sei como seria se ela não tivesse do meu lado se mal conseguia ficar 5 minutos em pé, por causa do peso da cabeça. Quem conseguiu passar por essa experiência sozinha, conte aqui nos comentários. Vai matar a minha e a curiosidade de outras pessoas.

Bom, logo depois que fiz a cirurgia precisei pegar no backup de fotos antigas para colocar aqui no blog o "antes e depois". Como eu ainda estava acostumada com meu rosto antigo, apesar de ver a diferença, aquilo não me causou espanto. Uns meses atrás precisei acessar de novo as fotos antigas e...TCHARAN! Fiquei chocada! Como eu mudei! Até mesmo depois de feita a cirurgia houve mudanças...fiquei mais velha! (risos). Mas brincadeiras a parte, houve sim melhoras mesmo depois de 01 ano que fiz a cirurgia.

Então parei com o blá blá blá que vocês estão mais curiosos pra ver as fotos né. Olha aí!


ANTES


DEPOIS


domingo, 22 de setembro de 2013

Vídeo explicativo sobre Ortognática

O Dr. Paulo José Medeiros - cirurgião-dentista, chefe de serviço da Hupe e professor da faculdade de Odontologia da UERJ - foi o entrevistado pelo canal de saúde FIOCRUZ, postado no site dia 11/09/2013.

O vídeo é ótimo, super explicativo! Vale a pena dar uma conferida. Ele disse tudo que sempre quis explicar aqui no blog e que geralmente são os questionamentos dos pacientes que entram em contato comigo.

Só resumindo o vídeo, no começo o doutor comenta sobre as deformidades dentofaciais: o prognatismo e o retrognatismo. Também relata o caso de uma paciente prognata (Classe III) e os problemas de saúde que ela teve ocasionadas por conta dessa deformidade. 

Fala sobre as motivações funcionais e estéticas. Vou frisar um ponto muito importante que o professor esclarece: 
"A motivação mais importante é a do paciente (...). Existe um preço a pagar na questão do pós-operatório, então o paciente tem que estar motivado, ele tem que querer (...). O paciente motivado passa pelo pós-operatório com a maior tranquilidade, exatamente pelo envolvimento dele e por ele ter comprado a ideia de fazer o procedimento.".
E por isso considero, apesar do meu pós ter sido sofrido como todo pós-operatório, que passei por uma recuperação tranquila. Eu quis muito a cirurgia, corri atrás, busquei informações, aceitei as consequências e tinha ciência de que tudo aquilo por qual estava passando era temporário e que demoraria.

Outro ponto em questão e que algumas pessoas reclamam é com relação ao tratamento ortodôntico. O doutor explica que para alinhar os dentes o ortodontista acentua o problema para corrigir a compensação dentária e acaba ocasionando, temporariamente, uma piora estética. O paciente sabendo que ele tem um horizonte positivo, normalmente leva isso na maior tranquilidade. Guardem isso quando iniciarem o tratamento com o dentista. Eu mesma tive a sensação que um pouco antes de passar pela cirurgia o meu sorriso gengival estava bem mais aparente comparado ao início do tratamento ortodôntico. Dá uma olhada na minha foto no dia da cirurgia.

Depois apresenta o serviço do Hupe que é referência em cirurgia ortognática do Rio de Janeiro. Nessa parte da matéria vai aparecer a profissional que foi minha fonoaudióloga, a Dra. Priscila Abreu. Ela mostra o trabalho da fonoaudiologia no processo de recuperação da cirurgia ortognática e sua importância. Vou entrar com mais detalhes dessa especialidade no próximo post.

Posteriormente, comenta a idade ideal para fazer a cirurgia ortognática (que de certa forma não existe). O que acontece é que o crescimento ósseo cessa aos 17 anos. Realizando a cirurgia antes dessa idade, provavelmente o paciente vai precisar passar pela cirurgia novamente, só que dessa vez definitiva. Então, ou o paciente espera ou ele aceita a fazer a cirurgia duas vezes. Tem alguns pais que querem operar quando o paciente ainda é criança. Eu na minha humilde opinião não recomendaria. A criança não entende que o procedimento será benéfico e ela acaba não ajudando no processo de recuperação que é bastante incômodo. Quando o indivíduo chega na adolescência começa a se preocupar com a questão da estética e do convívio social. Se o problema estético provocar uma dificuldade de interação com as pessoas, ele mesmo vai buscar pela cirurgia. E como foi dito anteriormente, a motivação é a melhor forma de aceitar passar pelas dificuldades do pós-operatório. Claro que existem casos em há necessidade de enfrentar essas intervenções desde cedo, segundo o doutor, como é o caso da pessoa que nasce com fissura lábio-palatal, mais conhecido como lábio leporino, que quando chega na adolescência já passou por diversas cirurgias.

O vídeo finaliza com algumas orientações e ganhos que a cirurgia proporciona. O doutor mostra também seu livro sobre Cirurgia Ortognática com conteúdo voltado para os ortodontistas, que inclusive já vi à venda no site Submarino.


Fonte: http://www.canal.fiocruz.br